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Roraima é um paraíso pra qualquer birdwatcher. São cerca de 806 espécies distribuídas em um território, em grande parte plano, de 225.116,10 km2, onde durante 8 meses temos sol diariamente e uma luz maravilhosa que fica mais evidente no começo e no final dos dias favorecida pelo relevo e pela latitude. A grande variedade de habitats e as extensas faixas de território pouco perturbadas pela presença humana competem para a existência em abundância de inúmeras espécies, muitas delas com poucos registros e pouco estudadas. Esse blog tem a pretensão de ser uma forma de divulgar o turismo de observação de aves nesse Estado além de fornecer algum subsídio a pesquisadores da avifauna brasileira através da publicação de fotografias com os devidos registros de localização, data e observações que forem consideradas pertinentes.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Jandaia-Sol: Novo Lar?



jandaia-amarela
Aratinga solstitialis (Linnaeus, 1766)

    A Jandaia-sol ou Jandaia-amarela (Aratinga solstitialis) é um dos mais belos psitacídeos encontrados no Brasil e está ameaçada de extinção. Possuem a plumagem das asas mais verde quando novas, com tons amarelos e de um alaranjado intenso, com penas verde-azuladas na cauda e nas asas e alaranjados distribuídos pela cabeça, peito e barriga. Distribuem-se pelo Norte de Roraima (Bonfim), Guiana Inglesa e Venezuela. Elas foram praticamente dizimadas na Guiana Inglesa, capturadas para alimentar o comércio de aves de cativeiro e os traficantes frequentemente invadem o território brasileiro em busca de novos indivíduos. 
    Em Boa Vista, já há alguns anos, curiosamente começam a aparecer populações dessa espécie cuja origem é atribuída à soltura de aves apreendidas de traficantes. Esses pequenos bandos vivem nos bairros periféricos de classe média da cidade e são frequentemente avistados fazendo ninho em postes de madeira. 

jandaia-amarela
Aratinga solstitialis (Linnaeus, 1766)
    Muito se discute a respeito dessas populações urbanas uma vez que se trata de aves que não receberam nenhum tratamento pra se submeterem a um habitat que é bem diferente de sua região original quanto à presença de alimentos, vegetação, riscos de infecção, etc. O fato é que estão presentes em nossa capital e parece que bem adaptadas. Trata-se de uma população muito susceptível à captura pois o acesso aos ninhos é relativamente fácil e a sua beleza e raridade a colocam como uma espécie muito valorizada no mercado ilegal. É preciso que se tomem medidas públicas urgentemente de conservação dessa espécie como o monitoramento dos bandos e proteção das áreas de ninhos antes que o tráfico aniquile mais essa população.

Um comentário:

  1. Muito bom. e eununca vi uma destas por aqui... Altamiro

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